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A Família e as Personalidades

O artigo de hoje será bem humorado, porque vou usar a leveza para falar desse que talvez seja o relacionamento onde as diferenças de personalidade ficam mais escancaradas... a família!


Vamos fazer um exercício imaginativo de transformar as polaridades dos traços em personagens, e sentar todos em uma mesa de Natal: aquele momento em que pessoas com histórias, valores e formas completamente diferentes de funcionar sentam juntas — sem o filtro do ambiente de trabalho e sem o esforço constante de adaptação que normalmente existe nos relacionamentos amorosos.


uma família de 8 pessoas sentada à mesa de natal

Para que, através dos pequenos incômodos e das dinâmicas que se repetem todos os anos, possamos ver que “certos e errados” são apenas construções individuais que falam muito mais sobre você do que sobre cada um sentado à mesa.


Mais uma vez, o objetivo aqui não é rotular, nem definir ninguém. É ampliar o seu repertório.


Abrir possibilidades para que você consiga olhar para os comportamentos (seus e dos outros) com mais curiosidade do que julgamento. Quem sabe isso não ajuda até no grupo de whatsapp?


Bora embarcar comigo nessa mesa?



Conscienciosidade


ilustração de um homem representando o tio Claudio de alta conscienciosidade

O tio Claudio de Alta Conscienciosidade

É quem organizou o horário, confirmou as presenças, determinou quem traz o que e, se deixar, já tem um plano mental de onde cada um deveria se sentar.


Quando conta como foi o ano, traz resultados: metas cumpridas, projetos finalizados, conquistas e mais conquistas.


Para as outras pessoas da mesa fica um misto de: “Esse cara não para!” com “Que pena que esse cara não para”...


A pessoa com o maior número de realizações é também, possivelmente, a mais esgotada. Ele conseguiu tanto, mas a que preço?



ilustração de um jovem adulto representando o primo Lucas de Baixa Conscienciosidade

O primo Lucas de Baixa Conscienciosidade

Chega super atrasado e, se não fosse Natal, era capaz de ter errado o dia.


Não traz o que foi combinado e nem presenteia ninguém. Mas traz um monte de histórias dos lugares que visitou durante o ano, e as inúmeras 'roubadas' divertidas que viveu.


Ia começar num trabalho novo, mas mudou de ideia no meio do caminho e resolveu deixar para esse ano...


E sem perceber, vira alvo de comentários como: “Você precisa focar”, “Assim fica difícil crescer”, “Ele tem tanto potencial”...


Mas, para quem vive a vida com mais espontaneidade, talvez essa lógica não se aplique. E vamos combinar que o Natal seria bem menos animado e menos divertido sem ele: o primo perdido na vida, mas que talvez esteja bem mais encontrado do que se imagina.



Agradabilidade


ilustração de uma senhora representando a vó Marília de Alta Agradabilidade

A vó Marília de Alta Agradabilidade

É quem cede a casa, organiza a ceia, pensa em cada detalhe e faz questão de que todo mundo se sinta incluído. Lembrou do prato favorito de cada um, comprou presente até pra quem disse que 'não precisava' e está o tempo todo perguntando se está tudo bem.


Quando conta como foi o ano, fala dos outros: de quem ajudou, de quem apoiou, de quem esteve presente.


Para as outras pessoas da mesa fica um misto de: “Vovó é incrível” com “Como ela dá conta de tanto?”


Mas, em algum momento, ela deixa sair um comentário meio atravessado: “Engraçado... só no Natal todo mundo aparece, né?” ou “Depois ninguém lembra da Vó, né?”


A vó, em algum grau, está esperando que essa entrega venha de volta na mesma medida. Quando isso não acontece, a tendência é interpretar a falta de reciprocidade como rejeição, indiferença ou ingratidão. E é aí que a mágoa começa a se formar.



ilustração de um homem representando o filho Eduardo de Baixa Agradabilidade

O filho Eduardo de Baixa Agradabilidade

É quem não entra muito no esforço coletivo de manter o clima leve. Fala o que pensa, questiona escolhas, comenta sem dó sobre 'os elefantes na sala', dá aquela causada.


Quando conta como foi o ano, fala de decisões: do que cortou, do que mudou, do que não aceitou mais.


A verdade é que muita gente na mesa está pensando que "Alguém precisava mesmo falar isso” mas também um “Mas, precisava ser desse jeito?”.


Ele pode acabar sendo o mala sem alça, mas, talvez, o único com coragem para tirar os 'panos quentes'.



Extroversão


ilustração de uma mulher representando a prima Carol de Alta Extroversão

A prima Carol de Alta Extroversão

É quem chega falando alto, abraçando, pondo música, puxando assunto com todo mundo e mantendo a energia da mesa viva.


Quando conta como foi o ano, vem um compilado de viagens, festas, encontros, pessoas novas, experiências.


Para as outras pessoas da mesa, fica um misto de: “Essa pessoa vive!” com “Essa pessoa não sossega...”.


Ela fala por cima, interrompe, muda de assunto. As pessoas relevam porque ela é 'a prima gente boa'... mas sabem que no meio de tanto assunto, às vezes falta espaço para realmente ouvir.



ilustração de um jovem adulto representando o irmão Felipe de Baixa Extroversão (Introversão)

O irmão Felipe de Baixa Extroversão (Introversão)

É quem observa mais do que fala. Escuta, processa e, quando fala, oferece opiniões reflexivas.


É alguém mais calado: não por ser tímido, mas simplesmente se sente mais à vontade se preservando.


Vai ter sempre alguém da família com quem ele se identifica e se abre mais. Entretanto, com essa pessoa as conversas serão feitas a dois, e não disputando atenção da mesa.



Abertura à Experiência


ilustração de uma mulher representando a prima Júlia de Alta Abertura

A prima Júlia de Alta Abertura

É a questionadora inquieta, sabe um pouco de tudo e se interessa pelos mais diversos assuntos.


Esse ano ela foi para exposições, shows, leu muitos livros e adora compartilhar o máximo que pode com todos.


Para as outras pessoas da mesa, fica um misto de: “Que interessante” com “Mas pra que tanto?”.


Ela quer expandir todos, mas nem todo mundo na mesa está buscando expansão.



ilustração de um homem representando o tio Roberto de Baixa Abertura

O tio Roberto de Baixa Abertura

É quem gosta de tudo como sempre foi e quem mais usa a frase “No meu tempo...".


Seu ano não teve muitas novidades, segue no mesmo emprego, nas mesmas relações e nos mesmos hábitos. O tio que não muda nunca, mas que vive bem feliz dentro da sua vida como a construiu.


Odeia quando inventam moda com os presentes ou com as comidas. Resiste às mil novidades e ao jeito de falar da Julia ou da Carol. Para ele, “essa juventude está perdida”. E é assim.



Conclusão

Talvez o mais interessante dessa mesa não seja quem está certo ou errado, mas perceber que cada pessoa está olhando para a mesma realidade com filtros completamente diferentes. E que muitas das críticas que parecem pessoais são apenas a forma como o mundo faz sentido dentro do outro.


Se isso te ajudar a trocar julgamento por curiosidade na próxima interação familiar, minha missão aqui está cumprida!


Lembrando: todos nós temos os cinco traços. Ou seja, aquilo que te incomoda no outro pode ser que, em algum grau, também exista em você. E muito provavelmente, enquanto você lê esse artigo e identifica alguém da sua família... tem alguém identificando você — e talvez até rindo disso.



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